top of page

Livros

Livro - A Menina da Coluna Torta, por Julia Barroso
Livro - A Mulher da Coluna Torta, por Julia Barroso
  • Foto do escritorJulia Barroso

Escoliose e adolescência: como lidar?

Sabemos que a escoliose idiopática do adolescente, aquela sem causa definida e que começa na puberdade (descobri a minha aos 11 anos de idade), é a mais comum entre as escolioses. Um cenário que já é caótico, por conta dos hormônios, descobertas e de muitas questões pessoais, piora bastante quando recebemos um diagnóstico que mexe diretamente com nosso corpo e nossa imagem. Fora que, a insegurança, uma grande característica desta fase, só aumenta ao descobrirmos uma deformidade na coluna, bem quando estamos descobrindo nosso corpo e, de certa forma, o expondo cada vez mais. Como eu passei por isso na pele e recebo tantas mensagens de quem também passou ou passa, resolvi escrever esse post sobre escoliose e adolescência, focando em ajudar com dicas sobre como enfrentar o problema nessa fase da vida.


Aceite a condição

Por mais difícil que seja receber a notícia de que temos a coluna torta e que devemos passar por um longo tratamento, que nunca sabemos se trará resultados de fato, afinal depende de caso a caso, o mais importante de tudo é aceitar que temos a coluna torta. Isso porque, sem aceitação, acabamos nos revoltando e isso só dificulta o inevitável e necessário processo. Então, estude sobre o assunto, leia, se informe, converse, entenda a escoliose e como ela pode afetar a sua vida. Isso ajuda a diminuir a ansiedade e permite uma participação mais ativa no próprio cuidado.  


Foque na comunicação aberta

Como eu escrevi no ponto acima, converse sobre a escoliose com suas amigas e amigos, pais, familiares, profissionais da saúde e com pessoas que passam pelo mesmo problema que você. Conversar e falar ajuda a desmistificar o problema e a dividir as angústias, o que é bem importante, porque sofrer sozinho é muito pior para a nossa saúde mental, né? Eu sempre coloquei para fora o que eu sentia com as minhas melhores amigas e o apoio delas me ajudou demais a passar pela adolescência de colete ortopédico. No post "A força da amizade" eu mostro mais fotos desses momentos.


escoliose e adolescência
Meus amigos e eu, com colete, em uma viagem para MG

Seja ativo no seu tratamento

A partir do momento que o tratamento for definido, participe de forma disciplinada e ativa, sempre buscando melhorar e com a mente positiva de que você vai conseguir e, no fim, tudo vai dar certo. Não deixe de ir à fisioterapia especializada para escoliose, de fazer seus exercícios em casa, de usar o colete (se for o caso) e de realizar as consultas médicas, como planejado pela equipe de saúde que cuida de você. Enfrente o fantasma de frente com foco e você vai ver que os resultados chegam!


Faça exercícios físicos

A escoliose não te impede de quase nada. Tudo que for conversado e apoiado pelo médico pode ser feito, inclusive esportes e atividade física. Eu mesma nadava todos os dias e praticava tênis duas vezes por semana. Encontre o que você gosta, o que te faz feliz e se jogue (com segurança, claro rs). Pilates, por exemplo, é muito bom para fortalecer os músculos das costas e melhorar a flexibilidade. Mas se a sua pegada for outra, fale com seu médico e vá em frente. Só não fique parado, jamais.


Apoio social

Depois que passar o susto do diagnóstico, o tratamento for definido e você estiver melhor emocionalmente, encoraje outros adolescentes a compartilhar também suas histórias e experiências com a escoliose. Uma rede de apoio é fundamental para enfrentar os desafios emocionais que a deformidade nos traz. Uma comunidade lutando e conversando sobre uma mesma causa é algo muito mais forte do que nós sozinhos. Eu mesma escrevi dois livros sobre minha vida com a escoliose e outros desafios, tenho este blog e ainda meu Instagram, onde falo diariamente sobre o dia a dia com escoliose.


Busque ajuda emocional

Se necessário e possível, faça terapia semanalmente com um profissional de saúde indicado para isso. Ter um psicólogo acompanhando o caso faz toda diferença deste mundo na nossa adolescência com a coluna torta. Com certeza esse profissional vai ajudar a diminuir a ansiedade, além de trabalhar nossa autoimagem e autoestima. No post "Entrevista com a psicóloga Kátia Pacheco sobre escoliose", tem uma série de perguntas e respostas que podem te ajudar.


Escolha roupas de forma consciente

Isso é bem importante para nossa autoestima, principalmente se usarmos colete, que nos limita bastante no uso das roupas que queremos usar. Então, escolha se vestir de forma consciente, considerando a condição que você tem. No post “Colete para escoliose com estilo” trago uma entrevista com uma profissional sensacional, que nos dá dicas sobre essa questão. Vale a pena dar uma lida e aprender uns truques legais para o dia a dia.


Cada caso é único, então é importante adaptar essas dicas para a sua realidade, tá bom? Você tem outras dicas para compartilhar? Comenta aqui!

49 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo
Seção Saúde
Seção Superação
Seção lazer
Seção artigos
Seção crônicas

Arquivo

Destaques

Tags

bottom of page